Referia-se às horas como unidades decrescentes da vida, retroceder aos momentos em que as tardes ainda mantinham aquele tom de amarelo. Noel vivia num mundo distante, cercado de seres estranhos. Mas Noel ainda não era Noel, era somente o reflexo translúcido de alguma personalidade vazia, deixando transparecer o que havia atrás. Noel nunca foi Noel, mas sempre esteve a dois passos de ser-lo.
Sentava junto à parede, na combinação que o deixasse o mais distante de todos. Sempre esperava um pouco mais de atenção, talvez um: “Sente-se bem” ou invés de “quanto tirou?”, porém Noel contrariava tudo com seus fantásticos resultados!
Chamada:
_John Noel Wolff
_Aqui!
Noel?_ Sim!_ Como o papai Noel? / Isso!
Todo ano era a mesma tortura, as moças com seus grandes livros chamando um a um, até chegar em John Noel Wolff, como o papai Noel. Recusava-se a estética do velho barbado naquela roupa ridícula, a combinação do N seguido por o, e, l, soava como ruído, porém foi transformando-se ao passar dos anos, tornando-se uma referencia pop. Da mesma forma a própria imagem de Noel foi alterando-se entre as camisetas e as mensagens de outdoors. Noel nunca mudou!
Que livro é esse?
ResponderExcluirnão é bem um livro... hehe//
ResponderExcluirisso foi o que restou dele, grande parte eu perdi no meu antigo computador e em folhas espalhadas por ai!
=)
Hum...pq não tenta deixar tudo aqui, agora? Parece ser interessante. Vc devia continuar o resto.
ResponderExcluirah, à propósito, temos amigos (na verdade,só a Marcela) em comum, add vc no msn, se não se incomodar, claro :)